
Não suporto meio termo, metadinha, meia boca, meia foda.
Mais ou menos me brocha inteira, dos pés a cabeça.
Meia noite, meia luz e meia lua são metades que eu engulo.
Gosto do pensamento que estupra a cabeça, do cheiro que estupra meus poros, do desejo que estupra meu sossego.
É assim que a mulher gosta de ser violentada - sem dó.

Dar sem receber? Até que ponto? Há uma diferença em ser generoso e otário.
Decepção? Amassou e jogou no lixo tudo que tinha no meu coração. Aprendi.
Energia com quem não merece, é desperdiçá-la.
Exato, tem nego que vampiriza. O seu mal estar te prova.
Egoístas e tão menores.
Faça as paradas de coração. É tão mais bonito.
Encanto se foi? Remendo é uma merda. Indiscutivelmente feio.
Desencanto é admiração rasgada.
Não vou contra meu coração.
Palpite: exteriorize na loucura, na cara de pau, na gargalhada, o que você é de verdade. Hipocrisia é nojento.
Quando for dar, dê de bandeja.
Prove a si mesmo o quanto você é foda ou um zero a esquerda, pros outros cague.
Entenda que um ponto é letra, sim.
Antes uma gama de possibilidades num campo de incerteza, do que um corvarde cagão na sombra da muleta.
O imprevisível é a felicidade que não foi convidada.
Tenha SEMPRE muito cuidado com o outro, com o próximo.
Alto lá, qualquer dor é melhor que o vazio.
O destino demora porque capricha.
Pior que dormir chorando é acordar chorando. Pior que enganar é se enganar.
Aí vem a vida e esfrega na tua cara o que a intuição tentou avisar.
Eu viro a vida do avesso e chupo que nem laranja. Deixo escorrer entre os dedos pro tempo se deliciar e não me devorar. Porque quem eu quero que me coma mesmo é o acaso. E me olhando nos olhos.
Hipocrisia, dá licença que minha autenticidade vai passar.
Um salve à quem faz toda a diferença, uma incontinência de foda-se à quem não não faz falta nenhuma, e à leveza da vida, o meu muito obrigada.
Que falem, que julguem, que pensem, que sonhem. Porque eu estou ocupada sendo loucamente feliz, eternamente exagerada e delirantemente desesperada pela vida. Mais que tudo isso: me amando cada vez mais por ser assim.
E aos que desdenham, um beijo no cotovelo!
No mais, a vida me convida.

Eu viro a vida do avesso e chupo que nem laranja. Deixo escorrer entre os dedos pro tempo se deliciar e não me devorar. Porque quem eu quero que me coma mesmo é o acaso. E me olhando nos olhos.
Hipocrisia, dá licença que minha autenticidade vai passar.
Um salve à quem faz toda a diferença, uma incontinência de foda-se à quem não não faz falta nenhuma, e à leveza da vida, o meu muito obrigada.
Que falem, que julguem, que pensem, que sonhem. Porque eu estou ocupada sendo loucamente feliz, eternamente exagerada e delirantemente desesperada pela vida. Mais que tudo isso: me amando cada vez mais por ser assim.
E aos que desdenham, um beijo no cotovelo!

Saudade é quando a lembrança fica com a cópia da chave do melhor momento.
Saudade é quando a alma continua dentro da gente, mesmo que o corpo tenha ido embora.
Saudade é quando o meu aqui vive aí, mas daqui mesmo.
Saudade é o mesmo instante só que distante.
Saudade é um sentimento que vive em cima da hora.
Saudade rasga a presença e na nudez da ausência costura a falta de voyeur.

Tem coisa melhor que resolver bem coisa mal resolvida.
Bem resolvida é aquela vontade que morre quando você mata.
E mal resolvida é uma vontade que não te deixa a vontade.
Porque a coisa que mais marca a gente é aquela que nunca aconteceu.
Agora eu não passo vontade, não. Meu talento pra loucura não permite.
Não tem nada mais forte que um tesão reprimido à força. Tesão reprimido é a disciplina dos covardes. Vontade mal resolvida é para os fracos.
Mato minha sede da vontade no gargalo. Porque a única vontade que não é boa de matar é a de viver.
As outras eu atropelo. E sigo bem resolvida.
Só esperando a próxima pra devorar e engolir.

E a coisa que realmente importa é a tal da química. Vai achando que é fácil de encontrar, vai. É coisa de pele, de que querer se devorar, é cheiro à primeira vista, combina. É quando a cabeça esquece, mas o corpo lembra de tudo.
Isso tudo é bom sim, mas o melhor tesão do mundo, que vale mesmo e é de verdade: é gente que “marca”. A vida, o coração e a alma.
Mas uma coisa é fato, o melhor jeito de fazer as pazes é com o corpo.
Como diria Clarice Lispector: E foi tão corpo que foi puro espírito.

Sabe quando você conhece alguém, que tem algo que não pode ser realmente definido, exceto como um “instigante algo”.
Isso! Descobri um charme seu, soberbo eu diria. Que deixa ligeiramente e total (eu disse total) fora do prumo.
Quando só de pensar arrepia cada milímetro da pele, dá um frio na barriga e o corpo treme num ritmo mais charmoso do mundo. Então…
E tem coisa mais deliciosa que pés enlaçados embaixo do lençol, o cheiro bom do meio das suas costas quentes, nossa mente suja e os corações também batendo num ritmo mais sensual do mundo?

Poesia é quando o poeta mata o seu tesão desesperado pelas palavras.
Para um escritor quando o pensamento estupra a cabeça, ele faz sexo no papel e goza com as palavras.
E ler é um voyeurismo do strip-tease dessas palavras, é comer com os olhos, transar com o pensamento, se identificar e atingir o ponto G.
As palavras se roçam e se lambem. É o cio da literatura.

O melhor foco é o que me desfoca inteira.
Tudo que me tira do prumo me coloca no eixo.
Só me encontro quando me perco, se me mando não me obedeço e desordem é a palavra de ordem da minha vida.
Não adianta, só vira minha cabeça mesmo, quem vira minha vida de cabeça pra baixo. Pra ficar do meu lado tem que me virar do avesso.
Se tem uma coisa certa que eu sei fazer é coisa errada.
Tudo dá certo quando eu erro com vontade.
Porque o melhor tombo do mundo é cair em tentação.

Quero você no fondue, no vinho, em mim.
Quero você num prato fundo e bem fundo.
Vem cá, vem, devora essa minha mania de querer te engolir.

Queria que sua risada, respiração, sussurro e gemido tocassem no rádio.
No meu carro!
Numa estrada com um visual paradisíaco
e o som alto, bem alto. Bombando!
Um orgasmo auditivo!



